
Aquele pessoal de Belo Horizonte parece comigo. Fiquei sabendo que fizeram um milhão de perguntas sobre o canil, a raça, o temperamento dos filhotes, etc. Parecem detetives! Papai disse que é porque os humanos cada vez mais estão descobrindo como é importante escolher bem o cão que levarão para suas casas. Disse que se não tomarem cuidado, pesquisando qual raça irá se adaptar melhor à vida da família, escolhendo um canil confiável e registrado e filhotes com pedigree, conhecendo os pais, poderão levar gato por lebre. Essa expressão eu não entendi, já que falávamos sobre cães... O pessoal do canil também investiga quem quer levar os filhotes.
Mamãe disse que as pessoas precisam estar prontas para a nossa chegada, porque um cãozinho que chega na casa é um novo membro que nasce na família; trará muita alegria, mas exigirá muitos cuidados. Precisamos de ração de boa qualidade, água fresca à disposição, um lugar espaçoso e seguro que proteja do calor, da chuva e do frio, brincadeiras e exercícios físicos, consultas veterinárias e vacinas. Além disso, como toda criança, precisamos aprender o que é certo e o que é errado!
Ah! Também não dá para esquecer que fazemos xixi e cocô e soltamos pêlo! Quem quer um filhote precisa saber que ele não é um brinquedo que pode ser deixado de lado porque perdeu a graça nem é uma coisa que pode ser jogada fora. Pelo menos nos próximos quatorze anos, o cão e o ser humano viverão juntos.
Puxa! É tempo pra cachorro!


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